VIBRAR COM PARKINSON
Tratamentos
Tratamentos
A Doença de Parkinson ainda não tem cura, mas existe o tratamento medicamentoso que é utilizado para melhorar os sintomas e a qualidade de vida. O neurologista avaliará o paciente e verá a necessidade de indicar o uso de apenas um medicamento ou uma combinação deles. A escolha da medicação geralmente é feita considerando alguns fatores como:
- Idade do paciente;
- Estágio da doença;
- Atividade profissional
- Sintomas predominantes;
- Tempo de doença;
Apesar da variedade de medicamentos disponíveis, nenhum deles reverte totalmente todos os sintomas ou impede a evolução da doença. O tratamento é utilizado para alívio dos sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida do paciente portador da doença. A porcentagem de melhora dos sintomas pode variar de paciente para paciente.
Outras terapias multidisciplinares têm sido indicadas junto com o tratamento medicamentoso, para auxiliar na adaptação e melhoria de sinais e sintomas.
Com o passar do tempo, os medicamentos podem não apresentar a mesma eficiência do início do tratamento, podendo causar efeitos colaterais ou ambos. Além disso, conforme a progressão da doença, o aumento da dose, troca e/ou associação de outros medicamentos pode ser necessário. Em casos mais graves ou em que o paciente não responde à ação dos medicamentos, a intervenção cirúrgica poderá ser indicada.
Será determinante na qualidade de vida e na evolução da doença, um diagnóstico bem realizado e a indicação de uso de medicamentos, terapias multidisciplinar e/ou terapias complementares adequadas. Assim, o acompanhamento médico, com neurologista, bem como, a aderência do paciente às medicações prescritas, é fundamental para o sucesso do tratamento.
A seguir estão descritos as terapias disponíveis para o tratamento da doença de Parkinson.
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
1- Agentes dopaminérgicos – medicamentos que aumentam os níves de dopamina (ou do precursor da dopamina):
a- Princípios ativos: Levodopa ou L-DOPA. A levodopa sempre vem associada com os inibidores de decarboxilase – que inibem a descarboxilação extracerebral da levodopa, liberando mais levodopa para transporte ao cérebro e subseqüente conversão em dopamina. Estes são a benserazida e a carbidopa.
b- Agonistas dopaminérgicos – medicamentos que se ligam aos receptores de dopamina. Princípios ativos: pramipexol, rotigotina, bromocriptina.
2- Anticolinérgicos – medicamentos que bloqueiam a ação da acetilcolina no núcleo talâmico estriado. Princípios ativos: biperideno, trihexifenidil
3- Antiglutamatérgico – medicamento que antagoniza de maneira não competitiva os receptores glutamatérgicos, do tipo NMDA. Ao mesmo tempo, em que estimula a liberação de dopamina e inibe sua recaptação. Princípio ativo: amantadina
4- Inibidores de MAO-B – medicamentos que inibem a ação da monoamina oxidase tipo B (MAO-B), enzima que degrada diferentes neurotransmissores, incluindo a dopamina. Princípios ativos: selegilina e rasagilina
5- Inibidores de COMT – medicamentos que inibem a catecol-O-metil transferase, (COMT), enzima que degrada a Levodopa. Princípios ativos: tolcapona e entacapona. Sempre são usados junto com a levodopa.
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