Skip to content Skip to footer
VIBRAR COM PARKINSON
Sinais e Sintomas

Sinais e Sintomas

Os sintomas motores começam a ficar evidentes quando já ocorreu perda de cerca de 60-80% dos neurônios que produzem dopamina. Parkinson não é uma doença exclusiva da terceira idade. Além dos idosos, a doença de Parkinson acomete também jovens e adultos com idade inferior a 40 anos. Em geral, devido as condições de saúde, os portadores de Parkinson Precoce tendem a ter uma progressão mais lenta da doença. Vale ressaltar também que a Doença de Parkinson não se limita a um único sintoma, como a maioria da população acredita. Além dos tremores, há uma lista extensa de sintomas motores e não motores que caracterizam a doença. Abaixo estão listados os sintomas, suas características e prejuízos.

A maioria deles estão descritos detalhadamente. As informações não são para “assustar” os portadores da doença e seus familiares, mas sim auxilia-los no reconhecimento no surgimento e/ou no agravamento dos sintomas. É importante saber o que pode acontecer e ficar atento. Médicos especialistas e a comunidade científica da área de distúrbios dos movimentos enfatizam que a progressão dos sintomas motores não são evitados/postergados somente com uso de medicação. É de extrema importância a atividade física regular e fisioterapia.

Tremor é definido como movimento rítmico resultante de contrações sincronizadas involuntárias do músculo, sendo considerado e conhecido como principal sintoma / sinal da Doença de Parkinson. Este sintoma está presente em aproximadamente 80% dos casos e frequentemente é assimétrico. Observado no estágio inicial da doença, o tremor pode se intermitente e pode ser desencadeado durante estresse e/ou ansiedade.  

O tremor na doença de Parkinson e a doença chamada tremor essencial (TE) podem ser confundidos.

 Tremor de repouso: O tremor de repouso é, tipicamente, reduzido ou eliminado com o movimentos das extremidades. É visto comumente nas extremidades superiores durante o caminhar e pode ser observado mais obviamente quando se pede ao paciente para realizar movimentos rápidos com a extremidade contralateral (fechar e abrir os punhos).

Tremor de movimento: Um menor número de pacientes pode apresentar tremor de movimento.

A bradicinesia é pobreza ou lentidão de movimentos. Nas extremidades, isto resulta em redução na amplitude e na velocidade do movimento. Com incidência de 100%, a bradicinesia é considerada um dos sintomas mais importantes na DP.

Em estágio inicial da doença a bradicinesia pode ser sutil, mas pode ser observada na redução da oscilação dos braços durante a marcha e durante hesitação para iniciar o movimento. Pode ser melhor identificada através da avaliação física, solicitando  ao paciente para bater o dedo indicador contra o polegar, fechar e abrir os punhos ou bater o calcanhar. Quando mais severa, mais difícil para o paciente iniciar e manter um determinado movimento, produzindo fraqueza funcional e dor muscular. No entanto, em testes diretos de motricidade e com incentivo, a fraqueza pode ser abolida. A bradicinesia pode ser confundida com a depressão.

A rigidez pode ser definida como o aumento da resistência ao esticar um músculo passivamente e é comumente associado com bradicinesia. São observadas duas formas  de rigidez: “cano de chumbo” e roda dentada. Cerca de 90-99% dos pacientes apresentam o sintoma. A rigidez pode ser unilateral ou bilateral, mas frequentemente é assimétrica. Apesar de ser comum relatos nas extremidades, a rigidez pode acometer o tronco também, contribuindo para as alterações e como consequência deformidades posturais, vistos em muitos pacientes com DP. A rigidez é um dos sintomas que tem implicações importantes para a qualidade de vida de todos os pacientes e, portanto, a sua avaliação e tratamento é importante em todos os casos.

Comumente, é abolida ou reduzida por levodopa ou agonistas da dopamina e, freqüentemente, está presente em grau mínimo ou ausente em pacientes em tratamento medicamentoso por longo tempo.

As anormalidades da marcha podem incluir claudicação e redução ou ausência do balanço dos braços (em estágios iniciais da doença). À medida que ocorre a progressão da doença, o paciente perde o passo normal, o calcanhar dificilmente é encostado no chão durante a marcha, há a tendência de andar na ponta dos pés e/ou os pés tendem a deslizar ao longo do chão. Outra característica é ter giros em bloco (falta de rotação do tronco ao virar-se). Congelamento de marcha também é muito comum na DP. Alterações da marcha é um dos fatores mais importantes que afetam a qualidade de vida dos pacientes acometidos.

Alterações de postura e equilíbrio são manifestações comuns da doença de Parkinson, não sendo frequente em estágios iniciais. A postura pode tornar-se mais flexionada, algumas vezes em níveis extremos. A estabilidade postural é afetada, produzindo retropulsão. Isto, algumas vezes, é óbvio sem provocação como também pode ser reconhecido através da avaliação física, que consiste em ficar pé atrás do paciente e puxar seus ombros para trás. Escoliose, geralmente afastando-se do lado mais afetado, é ocasionalmente observado. Da mesma forma que a rigidez, a mobilidade e  equilíbrio postural tornam-se fatores importantes na qualidade de vida do paciente e, portanto, a avaliação e tratamento é importante em todos os casos.

Alterações da expressão facial, causando redução do piscar e dos sorrisos

Alteração da grafia na qual a escrita parece “apertada” com letra muito pequena é um sinal comum de doença de Parkinson, sendo observada em muitos pacientes. Micrografia leve pode ser notável pela comparação de assinaturas antigas e recentes. Em alguns casos, o paciente tem muita dificuldade para escrever. Há casos em que o uso de medicamento(s) podem reverter ou amenizar o sintoma.

A fala e a deglutição podem ser afetadas. A fala pode ser discretamente mais baixa, abafada e menos distinta. Na doença mais severa, a fala é rápida, monótona e incompreensível. Palilalia, a repetição da sílaba ou palavra inicial, semelhantemente à gagueira, também pode ocorrer em pacientes com doença mais avançada e pode ser um efeito colateral dos medicamentos. Sialorréia e disfagia são problemas comuns em pacientes com doença mais avançada.

Incapacidade transitória de mover os membros inferiores, comumente observada em passagens de portas ou em áreas estreitas. O congelamento também pode ser notável como hesitação sutil ao iniciar caminhadas depois de ficar em pé ou depois de mudar de direção.

A distonia atinge com maior frequência as extremidades inferiores, causando postura equinovara no pé e tornozelo e enrolamento dos dedos. Nas extremidades superiores, o braço é mantido aduzido contra o tórax e flexionado no punho; quando severo, a mão pode ser mantida com o punho cerrado e a palma pode tornar-se macerada ou espessada.

Outros sinais e sintomas motores
  • Fadiga
  • Fraqueza Muscular
  • Dificuldade de virar na cama
  • Redução da Gesticulação durante a fala
  • Redução da frequência do piscar dos olhos
  • Perda de saliva
Sintomas não motores
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Constipação Intestinal
  • Hipotensão Ortostática
  • Dor
  • Distúrbios do Sono
  • Disfunção Sexual
  • Disfunção Urinária
  • Aumento de Oleosidade da Pele
  • Diminuição da Função Cognitiva
  • Demência

Escalas

Devido a diversidade de sinais e sintomas, a Doença de Parkinson atinge os pacientes de vários modos, deixando-os experimentar combinações diferentes destes sintomas. Os sintomas podem ser leves ou graves ou ocorrer com freqüência ou esporadicamente. Devido à essa diversidade, ao longo do tempo, foram desenvolvidas escalas para avaliar e monitorar a evolução da doença e a eficácia de tratamentos. A escala é um instrumento que uniformiza o exame neurológico com critérios objetivos, independente do avaliador/examinador. 

As escalas mais utilizadas em estudos clínicos são:

  • Escala de Hoehn & Yahr;
  • Escala Unificada de avaliação da Doença de Parkinson (UPDRS);
  • Questionário da Doença de Parkinson (PDQ-39);
  • Questionário de Qualidade de Vida na Doença de Parkinson (PDQL).

ESCALA DE HOEHN & YAHR

Amplamente utilizada desde a década de 60, a escala de Hoehn e Yarh é uma ferramenta de classificação simples e oferece alguns pontos de referência para ajudar o médico a determinar o estágio da doença do paciente, tendo como base os sintomas motores. Nesta escala, a doença de Parkinson pode ser classificada em cinco estágios. O tempo gasto em cada estágio de evolução da doença varia de paciente para paciente. O salto de estágios, do primeiro para o terceiro, por exemplo, não é incomum. Por ser uma escala rápida e prática ao indicar o estado geral do paciente, esta ferramenta de avaliação da doença é a mais utilizada pelos médicos.

Essa é a fase inicial da doença, onde o paciente geralmente apresenta sintomas leves. Estes sintomas podem incomodar as tarefas do dia-a-dia do paciente, que de outra forma completaria com facilidade. Tipicamente esses sintomas incluem a presença de tremores ou agitação em um dos membros (superior ou inferior) e acomete apenas um dos lados (unilateral – direito ou esquerdo). Durante esse estágio, amigos e familiares podem detectar mudanças no paciente de Parkinson, incluindo a alteração na postura, perda de equilíbrio, e as expressões faciais anormais (apatia facial).

No segundo estágio da doença de Parkinson, os sintomas dos pacientes são bilaterais (os dois lados do corpo), e afeta ambos os membros. O paciente geralmente encontra problemas para caminhar ou manter o equilíbrio, e a incapacidade para executar as tarefas físicas normais se torna mais evidente.

Neste estágio os sintomas da doença de Parkinson podem ser bastante graves e incluem a incapacidade de andar em linha reta ou ficar em pé. Há uma desaceleração perceptível de movimentos físicos. 

Esta fase é acompanhada por sintomas severos da doença de Parkinson. Ainda pode andar, mas é muitas vezes limitada e os sintomas de rigidez e bradicinesia (lentidão dos movimentos) são frequentemente visíveis. Durante esta fase, a maioria dos pacientes são incapazes de executar as tarefas do dia-a-dia, e geralmente não podem viver por conta própria. No entanto, os tremores que estavam presentes nos primeiros estágio podem diminuir ou tornar-se inexistentes, por motivos desconhecidos, por um período de tempo indeterminado. 

O último estágio da doença de Parkinson geralmente compromete totalmente os movimentos físicos. O paciente geralmente é incapaz de cuidar de si mesmo e pode não ser capaz de ficar em pé ou caminhar durante este estágio, necessitando de cadeira de rodas para locomoção. Um paciente no estágio 5 geralmente necessita de constante auxílio de cuidador/enfermeiro.

Camiseta

Compre a camiseta e ajude o projeto, para comprar clique no ícone acima. Divulgue o nosso trabalho postando uma foto vestindo a camiseta com a #VibrarParkinson
Participe!

Doação

Doe qualquer quantia através de depósito bancário e ajude o projeto a manter a campanha de conscientização.

Parceria

Se você é médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, cuidador, assistente social, publicitário, fotógrafo, advogado e tem interesse em auxiliar no tratamento entre em contato conosco.

Patrocínio

Se sua empresa tem interesse em patrocinar o nosso projeto, entre em contato através do e-mail: projetovibrar@gmail.com

Ajude nosso Projeto compre nossos produtos